NOVAS INSTALAÇÕES IMPULSIONAM CRESCIMENTO DA FÁBRICA DE CAVACAS DAS CALDAS

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A Fábrica de Cavacas de Eduardo Loureiro foi criada para produzir as afamadas Cavacas das Caldas. Eduardo Loureiro aprendeu com os seus sogros a arte de produzir estes bolos tradicionais e acabou por criar a sua própria empresa de confeitaria, especializada nos doces regionais de Caldas da Rainha: para além das Cavacas das Caldas, há ainda os Beijinhos das Caldas, os suspiros e as trouxas de ovos.
Começou por ser um negócio familiar que vendia exclusivamente na Praça da Fruta da cidade e na sua Pastelaria Java, no centro histórico, tendo chegado a vender 200 quilos de cavacas por fim de semana. Mas a fama dos produtos ganhou cada vez mais clientes e Eduardo Loureiro começou a vender a muitas das pastelarias da cidade e de seguida a fazer também revenda em vários pontos do país.
Em 2012 adquiriu uma empresa vizinha, a Confeitaria Monte Verde, que produzia wafers tradicionais e aumentou assim a gama de produtos da empresa. “Neste mesmo ano, lançámo-nos em busca de novos mercados. Inicialmente os mercados da saudade, sobejamente conhecidos, como França, Inglaterra, Alemanha, Suíça e começámos também a trabalhar com a grande distribuição – centrais de compras”, conta o empresário no site da empresa na internet.

Em 2016 foi dado um importante passo para o crescimento da empresas e para o aumento de produção das suas marcas: a construção de novas instalações num terreno adquirido na Zona Industrial Casal de Santa Cecília, em Salir de Matos, Caldas da Rainha. Inauguradas a 15 de maio de 2018, as novas instalações representaram um investimento de cerca de um milhão de euros e concentram as duas empresas – Fábrica de Cavacas das Caldas e Confeitaria Monte Verde – num único espaço e permitem “que haja uma redução anual de 15% dos custos de operação e, simultaneamente, um aumento de 20% das quantidades produzidas”, como refere uma notícia publicada em dezembro último no site ‘Vida Extra Expresso’.
À mesma publicação, Bruno Pinelas, responsável comercial da empresa, explica que em 2012, com a aquisição da Confeitaria Monteverde, as bolachas waffers representavam 90% da produção da pastelaria, mas era preciso tornar este produto num artigo destinado ao ‘segmento premium’. Para tal, foi crida a marca ‘Avó Elvira’, que dá nome às tradicionais bolachas de baunilha. “Estas são as waffers que antigamente se comprava nas mercearias e isso faz recordar as memórias de infância”, garantiu ao site ‘Vida Extra Expresso’.

Nova marca para a exportação

Bruno Pinelas revela ainda que dos 1,5 milhões de euros de faturação anual, 20% corresponde à exportação, tendo como mercados alvo os países com emigrantes portugueses. E foi a exportação a ditar a criação de um novo produto. nova receita para as Cavacas, já que a típica apenas confere dois meses de validade a este produto. Ao ‘Vida Extra Expresso’ Eduardo Loureiro explicou que os importadores só trabalham com mercadorias que tenham uma validade acima de seis meses, e as ‘Cavacas das Caldas’ têm dois meses de validade. Para colmatar essa ‘lacuna’ criaram as ‘Cavacas Merengue’: a mesma bolacha, mas com uma calda merengue que oferece seis meses de validade.
Ao longo de mais de duas décadas de atividade, a empresa já conquistou vários prémios. Quanto ao crescimento, Eduardo Loureiro atribui ao trabalho. “Trabalhar bem, com um produto bom, para não deixar ficar mal os clientes. Porque as Cavacas das Caldas são, acima de tudo, um produto que representa o concelho”, afirmou ao ‘Vida Extra Expresso’.