Rui Barros, afirma « Somos um povo fantástico »

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Rui Soares de Barros nasceu em Arcos de Valdevez, Viana do Castelo, em 1980.

Filho de pais emigrantes na Suiça, passou uma parte da sua infância com os avós, privando-se assim do conforto paternal.

Em 1986 com a idade de 6 anos, junta-se à família em Genebra.

Afirma que quando chegou à Suiça não era uma referência ser português, hoje em dia é diferente, está bem integrado e acha que comunidade portuguesa é unida.

Fez os seus estudos aqui e começou a trabalhar ao mesmo tempo, fazendo várias formações, incluindo a de pintor e bate chapas, profissão que exerce atualmente. Hoje também faz formação a outros

jovens na sua oficina e até já foi membro do júri em exames profissionais.

Visivelmente orgulhoso, o empresário aceitou o repto da Lusonewsmag. De sorriso fácil , abriu o coração  e facilmente nos deixamos contagiar por todas as peripécias  que  compõem o seu percurso de vida.

Iniciou a sua carreira profissional na Rolls Royce em Genebra e numa garagem BMW. Continuou  mais tarde noutra empresa aonde foi responsável  de pintura e carroçaria. E foi nesse momento que pensou lançar-se por conta própria e com um amigo comprou uma garagem e esteve associado algum tempo. Mas já faz 5 anos que é patrão de si mesmo em Perly, gerente da « CARROSSERIE N & G SA » nos arredores de Genebra.

E é com base numa relação próxima com os clientes que conseguiu estabelecer a consolidação de todos os seus objetivos. Se trabalhar em equipa é meio caminho andado para fazer sucesso, então trabalhar em família ainda tráz mais benefícios, pois a sua esposa é a responsável da contabilidade na empresa. Sobejamente conhecidos na região, na comunidade portuguesa, damos a conhecer um pouco mais da realidade desta família empreendedora.

Se existe algo que explica o brilho no olhar de Rui Barros deve-se em parte a dois factores preponderantes. O primeiro de ser um lutador cheio de ambições e de ter orgulho de ter o apoio da família especialmente dos seus pais pela sua carreira de querer fazer sempre mais e melhor e tentar chegar mais longe. Pensa um dia investir em Portugal mas na área da alimentação especialmente em restauração, pois tem um amigo que é proprietário de um restaurante gastronómico já com uma estrela Michelin que o convenceu com este tipo de investimento. Não exclui investir também no imobiliário. O segundo factor do seu sucesso é sua generosidade e honestidade nos negócios. Tem sempre a agenda completa a nível da sua clientela, especialmente os portugueses que são muito exigentes por isso trabalhos em confiança e « temos que nos organizar de forma a cumprir o plano ». É por entre risos que as respostas surgem em detrimento do plano estrutural das tarefas e sentado à nossa frente respondeu a todas as perguntas de forma unânime. Com literalmente uma vida construída em solo suíço , Rui  estabeleceu uma ligação com a Suíça  e com a comunidade portuguesa.

Defende que há um grande espirito de ajuda entre todos e que é importante continuar a manter os laços.

Tenta ajudar como pode o meio associativo na comunidade especialmente a pesca da associação académica de Viseu e o rancho folclórico dos Arcos aqui em Genebra.

Não tem partido politico, é benfiquista de alma e admira o Cristiano Ronaldo, porque foi sempre um lutador para chegar aquilo que é hoje.

Após uns largos minutos de conversa, a mensagem principal foi nunca baixar os braços. Diz « na empresa somos todos uma família em quem deposito toda a minha confiança sem falar na minha esposa e no meu sogro que ajuda de vez em quando ».

Por isso o sucesso é visível e também é o resultado da relação que desenvolvemos nos bastidores. Como diz Rui, ao longo da entrevista, nem sempre é fácil consolidar o trabalho da vida profissional, no entanto, a cumplicidade que nos une ultrapassa todas as barreiras.

Continuando afirma «  Tenham muito orgulho de serem portugueses. Nunca esqueçam as raizes e o país onde nasceram ».

Acha-se um grande patriota «  Se pudesse voltava já para Portugal ».

Terminou com uma mensagem de solidariedade. «  Somos um povo fantástico ».

Texto e fotos:

Alexandre Marques