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Resgate da gruta tailandesa: O que vem a seguir para os rapazes presos?

 

O complexo da gruta tailandesa, onde 12 rapazes e o seu treinador de futebol estão presos, é um sistema sinuoso de cavernas e fendas que apresentam uma série de problemas para os socorristas.

Alguns trechos da caverna de Tham Luang têm mais de 10 metros de altura, enquanto outros são apertados para um homem adulto.

Junte-se o facto de que parte do sistema das cavernas é inundada e os níveis de água podem subir, a saída do grupo torna-se uma tarefa extremamente complicada.

O grupo estava a explorar a gruta quando uma tempestade repentina fez as passagens inundarem, prendendo os rapazes no interior. Eles passaram nove dias na gruta com pouca comida ou luz quando foram descobertos na segunda-feira.

Os primeiros a verem os rapazes

(Da esquerda para a direita) Richard Stanton, Robert Harper e John Volanthen

A primeira voz que os 12 jovens futebolistas tailandeses e o seu treinador ouviram depois de nove dias presos foi a do britânico John Volanthen.

Quantos são vocês?” – perguntou. “Treze? Brilhante.”

Isso significava que, finalmente, eles haviam sido encontrados.

Volanthen e Richard Stanton estavam na caverna depois de serem chamados pelas autoridades tailandesas, juntamente com outro especialista em espeleologia britânico, Robert Harper.

O trio chegou à Tailândia três dias depois que a equipa de futebol desapareceu.

Mais de 1.000 pessoas foram envolvidas na operação, de todo o mundo.

As dificuldades de evacuação

As bombas para retirar água trabalham a contrarrelógio, mas os cálculos não são animadores. E com mais chuva a penetrar no solo parece quase certo que os jovens terão de aprender mergulho num curso acelerado – os que sabem nadar, porque a maioria não sabe. Os Wild Boars, assim se chama a equipa composta por jovens entre os 11 e os 16 anos, sabem com certeza mexer-se no campo, mas falta–lhes a mesma experiência dentro de água. A província de Chiang Rai, no extremo norte da Tailândia, junto à fronteira com o Laos e a Birmânia, está muito longe da costa, a quase 700 quilómetros de Banguecoque.

As dificuldades para resgatar os 13 jovens fazem lembrar a história dos mineiros chilenos e a odisseia que foi o seu salvamento, mesmo que a única coisa que ligue os dois casos seja mesmo o facto de serem ambas operações de resgate no subsolo.

“Não vejo como conseguirão fazer descer o nível da água o suficiente para que os rapazes possam sair sem terem de mergulhar”, disse ao “Independent” Jonathan Volanthen. A sua voz e a de Rick Stanton são as duas que se ouvem a falar com os rapazes no vídeo da descoberta dos desaparecidos, que correu mundo.

As autoridades tailandesas solicitaram doações de máscaras faciais completas, mais fáceis para os aprendizes de mergulho que as normais, com o snorkel e o bocal, para facilitar o processo de saída dos jovens.

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