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Brasileiro detido pelo SEF em Braga convertido ao islamismo depois da acusação

O jovem brasileiro que foi detido nesta sexta-feira pelo SEF, em Braga, com um mandado de captura internacional por crime de homicídio, converteu-se ao islamismo, já depois de ter sido acusado de assassínio, segundo apurou hoje O MINHO, junto de fontes policiais.

Na origem da deslocação sábado ao Tribunal de Turno da Comarca de Braga, a funcionar neste fim de semana no Palácio da Justiça de Esposende, esteve o prazo máximo de 48 horas para ser apresentado a um juiz, uma formalidade que ficou assim logo ultrapassada.

O suspeito, cujo aspeto físico será indiciador da sua conversão ao islamismo, frequentava os meios islâmicos em Braga, como terá sido constatado pelas vigilâncias e seguimentos dos investigadores criminais do SEF de Braga, que durante dias a fio seguiram todos os seus passos, até poderem atuar com toda a segurança, conseguindo apanhá-lo sem aparato, inclusivamente “com grande discrição”, sem que sequer os transeuntes se apercebessem.

Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

O assassínio de iraniano

Thaylan Padilha Palomanes, juntamente com o seu irmão, Thauhann Padilha Palomanes, de 31 anos, está acusado do assassínio de Millade Mill Hosseini Ballaai, de 35 anos, a 28 de junho de 2014, o dono de uma pousada, no Morro do Vidigal, na zona sul do Rio de Janeiro, onde ambos trabalhavam, tendo o corpo sido descoberto por outros funcionários, naquela data, o dia do jogo entre o Brasil e o Chile, a contar para o campeonato mundial.

Millade Mill Hosseini Ballaai foi assassinado à facada, no seu estabelecimento, situado no Morro do Vidigal, na zona sul do Rio de Janeiro, tendo os dois irmãos mandados de detenção desde dezembro de 2015, desconhecendo-se o paradeiro de Thauhann Padilha Palomanes, mas admitindo-se que possa encontrar-se igualmente em Portugal, bem como outros familiares, informações que não foram confirmadas pelas autoridades portuguesas.

Segundo diz a Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Rio de Janeiro, os irmãos terão morto o antigo patrão, iraniano, mas com nacionalidade sueca, alegadamente quando este despediu ambos, ao saber que traficariam droga dentro do seu hostel, onde trabalhavam sem salário a troco de estadia e alimentação, segundo refere o processo judicial, a decorrer no Brasil, esperando-se pela extradição para o julgamento de Thaylan Padilha Palomanes, caso as autoridades judiciais brasileiras queiram julgá-lo em breve e o seu irmão à revelia.

Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

Em Braga há um ano

Desde o crime que os irmãos Padilha Palomanes estão foragidos, com Thaylan a residir em Braga há cerca de um ano, discretamente em Real, até que os investigadores do SEF, alertados por um mandado de captura da INTERPOL, passaram a controlar-lhe os passos.

Tudo indica que o jovem brasileiro não tinha atualmente qualquer ocupação profissional, após de se ter dedicado a vender suplementos alimentares para atletas, na zona Guimarães,
encontrando-se a residir em situação irregular em Portugal, já depois de uma tentativa de legalização junto do próprio SEF, que resultou frustrada, por não reunir requisitos legais.

té ao momento sabe-se apenas que o suspeito foi detido sexta-feira na freguesia de Real, em Braga, quando saía de uma loja onde tinha acabado de fazer compras, tendo sido logo levado para a Delegação Regional de Braga do SEF, na Rua Mário Valença, em Nogueira.

Depois de confirmar a presença do suspeito, em Braga, o SEF de Braga estabeleceu “um dispositivo de segurança e de vigilância, que culminou na sua detenção”, consumada em Real, uma freguesia situada a poucos quilómetros abaixo da Estação Ferroviária de Braga.

No comunicado o SEF indicou que o jovem de 25 anos, “sobre o qual pendia um mandado de detenção internacional pela prática de um crime de homicídio qualificado no seu país de origem”, foi detido durante esta sexta-feira, em Braga, sem adiantar mais pormenores.

De acordo com fontes policiais contactadas por O MINHO, a detenção do jovem apenas se deveu a cumprimento do mandado de detenção internacional emitido pela INTERPOL, nada tendo a ver com o facto de se tratar de um jovem que está convertido ao islamismo.

/ O MINHO