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Voluntárias criam SOS a Quem Chega para ajudarem portugueses em Bruxelas

Três amigas disponibilizam um email e um contacto telefónico para ajudarem os emigrantes portugueses que chegam à capital da Bélgica

É a Alexandra, é a Fernanda, é a Sara.

“É difícil imaginar quanto, mesmo ouvindo, podemos ser surdos. Selectivamente surdos. Escutamos os que nos são próximos, escutamos os que nos obedecem, escutamos o que nos agrada ouvir”

 

O projeto ‘SOS a quem chega’ começou há 10 meses e somam-se “uns 30 ‘dossiers’ entre os diversos tipos de pedidos de ajuda”, conta à agência Lusa Alexandra, uma das fundadoras, que relata a vantagem de se ter “alguém que ajude e apoie quando se chega a um país estrangeiro e nos sentimos um pouco ‘perdidos'”.

Tudo começou em novembro de 2014 quando no grupo de catequese da Comunidade Portuguesa de Ixelles, as duas catequistas Sara e Alexandra apresentavam um “pequeno documentário sobre a história de um menino que com apenas 6 anos tanto fez para ajudar os outros: O Poço de Ryan”.

“Nós próprias nos questionamos o que poderíamos fazer para ajudar quem precisa” e a decisão de criar o “SOS a quem chega” foi tomada com um terceiro elemento, Fernanda.

Através do número de telefone 0497 12 21 31 ou do email sos.aquemchega@outlook.com surgem habitualmente pedidos de esclarecimento sobre inscrições nas comunas de Bruxelas, informações sobre o sistema de Saúde e “muita procura de trabalho”.

Mais raros são casos, conta Alexandra, como o de um senhor a dormir na rua durante 15 dias porque tinha ficado sem o subsídio de desemprego.

“Nós, em 48 horas, conseguimos encontrar um local para ele ficar enquanto a situação está a ser resolvida com as entidades competentes”, acrescentou a voluntária, que também lembrou as dificuldades de um jovem casal com falta de bens para o seu bebé.

Recentemente deram atenção a um caso de uma mãe de dois filhos sem trabalho ou subsídio de desemprego, com ordem de regresso a Portugal por parte das entidades belgas.

O projeto foi criado para dar atenção à comunidade portuguesa, mas houve já brasileiros que recorreram à ajuda.

Para o futuro, já pensam em “alguns projetos”. “Mas o principal é conseguirmos, sempre na medida das nossas possibilidades, ir ao encontro das necessidades de todas as pessoas que nos procuram”, diz Alexandra à Lusa.

Estas portuguesas tentam perceber “onde é preciso atuar” para se adaptarem às situações que forem surgindo e contam já com voluntários de diversas áreas no projeto, como uma psicóloga, uma técnica administrativa do serviço de saúde e um advogado.

/Visão

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