Estado deve 50 mil euros a bombeiros asfixiados

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Asfixia financeira. É este o termo mais correto para definir a situação vivida pela Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Silves, que espera pelo pagamento de dívidas a rondar os 50 mil euros por parte de várias entidades ligadas ao Estado. A instituição elege amanhã a nova direção, sendo a questão financeira um dos maiores desafios.

Segundo revelou ao CM o atual presidente da Associação Humanitária, Hilário Mestre, só o Instituto Português de Oncologia deve mais de 40 mil euros. Já o Centro Hospitalar Lisboa Norte está em dívida com cerca de 2 mil euros e o Centro Hospitalar Lisboa Central quase 3 mil. A dívida do Centro Universitário de Coimbra ascende a 2 mil euros e a do Centro Hospitalar do Algarve ronda os mil.

Por seu lado, o Ministério da Justiça deve mais de 2 mil euros (relativos a remoções de cadáveres) e o INEM cerca de 3 mil.

“Devido a todas estas dívidas estamos com grandes dificuldades para fazer pagamentos. Já temos a Segurança Social em atraso. Conseguimos pagar os ordenados e os subsídios de Natal, mas temos os fornecedores à porta – as nossas dívidas ascendem a cerca de 50 mil euros – e vai ser difícil cumprir”, assumiu ao CM Hilário Mestre, que garante que foi feito o “possível e o impossível” para gerir a corporação.

A lista única que se apresenta a eleições é liderada por Maria José Anastácio, que tem como prioridade a “reabertura da Secção de Alcantarilha”, como forma de “garantir o socorro de proximidade” nas zonas de Armação de Pera, Pera e Alcantarilha.

A futura direção espera “conseguir apoios” e cativar novos operacionais e alguns que abandonaram a instituição.

CM