Avião líbio desviado para Malta: passageiros libertados e sequestradores detidos

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Um avião líbio com 111 passageiros a bordo foi desviado esta manhã para o aeroporto de Malta por um grupo alegadamente pro-Khadafi. Passageiros e tripulação já foram libertados. O sequestradores foram detidos.

Os passageiros do avião desviado da Líbia para Malta estão a ser libertados. Imagens na televisão mostram várias pessoas a abandonar o avião, o que parece indiciar que as negociações com os sequestradores terão sido bem sucedidas. O primeiro-ministro de Malta, que tem mantido a sua conta de Twitter como canal de comunicação ao longos das últimas duas horas em que se aguardaram informações sobre o desfecho do sequestro, confirmou também que passageiros e tripulação foram libertados e os sequestradores detidos.

Sequestradores estarão a exigir asilo político na Europa, segundo informações avançadas pela televisão saudita Al Arabiya.

O porta-voz do governo de Malta adiantou, cerca de uma hora após as primeiras notícias, que o primeiro-ministro maltês já tinha falado com o seu homólogo líbio, Faez al Serraj.

O aeroporto internacional de Malta foi encerrado e todo o tráfego aéreo está a ser desviado para outros aeroportos enquanto permanece a situação de impasse em relação a este sequestro. Os passageiros que aguardavam voos em terra estão também a ser direcionados para uma zona de segurança no aeroporto.

Segundo o Times of Malta, os sequestradores terão dito que têm em sua posse uma granada de mão e assumem-se como sendo de um grupo pro-Khadafi designado como Al Fatah Al Gadida. Os sequestradores ter-se-ão mostrado disponíveis para libertar os passageiros ficando com a tripulação como refém para as suas exigências que ainda não são conhecidas. O mesmo jornal avançou que o ministro líbio dos Transportes estará já em negociações com os sequestradores.

O jornal inglês The Telegrahp adiantou também que veículos militares cercaram o avião desviado.

A Afriqiyah Airways foi criada em abril de 2001 sendo totalmente detida do governo líbio. O nome Afriqiyah vem da palavra árabe para “africano” e a sua ambição, sob a liderança de Khadafi, era de ser a “Companhia Aérea da África”, com hub em Trípoli. Depois da morte de Khadafi em outubro de 2011, a Líbia tornou-se um território politica e religiosamente fragmentado, sendo uma parte atualmente dominada por grupos ligados ao Estado Islâmico. Sebha, a cidade de onde partiu o voo hoje desviado da Afriqiyah Airways, era uma das cidades mais fiéis a Khadafi e onde este teria parte da sua riqueza.

O Conselho Presidencial liderado por Fayez al Sarraj que lidera a Líbia hoje é apoiado pelo Ocidente e pela ONU, mas conta a oposição das autoridades de Tobruk, no leste do país, chefiadas pelo comandante das Forças Armadas, Khalifa Hafta. Tobruk e o seu Parlamento não reconhecem o governo de Trípoli, nascido em dezembro de 2015, em Marrocos, que consideram ilegítimo.

 

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