Universidade do Minho volta a organizar Festival de Outono

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O Festival de Outono da Universidade do Minho (UM) vai “renascer” este ano, à sétima edição, com o enfoque virado para as músicas do mundo e a multiculturalidade, disse o membro da organização Nuno Abreu.

Organizado pelo Conselho Cultural da Universidade do Minho em parceria com a Rádio Universitária do Minho e a Associação Académica, o Festival de Outono vai distribuir-se entre a próxima quinta-feira e sábado por concertos, conversas, oficinas e ‘clubbing’ em Braga, principalmente, mas com eventos também em Guimarães e Monção.

“Quisemos que o festival não fosse só mais um festival, uma mostra de música. Queríamos que houvesse uma flexibilidade de temas e que ajudasse na criação de diálogo para a comunidade, neste caso do Norte, e que fosse também um ativador destes temas que são importantes no seio de uma universidade”, afirmou Nuno Abreu.

Na programação do evento encontra-se o Arraial de Outono, no campus de Azurém da Universidade do Minho, mas os destaques vão para nomes como Omar Souleyman, cantor sírio que atua no salão medieval da universidade no sábado às 21:30, ou Aziza Brahim, que toca às 21:30 de sexta-feira no mesmo local, mas que vai também participar numa conversa n’A Brasileira às 18:00 com Pedro Coquenão dos Batida, o mestrando em Direitos Humanos Carlos Videira e moderação de Raquel Bulha.

Para além dos Batida, que vão atuar em Guimarães e em Braga, o cartaz do evento conta também com artistas como Crocodilo Criollo e Fandango, entre muitos outros.

“Vamos pôr a cidade de Braga e Guimarães em tumulto, a mexer”, declarou Nuno Abreu, lembrando que os bilhetes custam 16 euros para a comunidade académica até quarta-feira, dia 12 de outubro, e 20 para o público em geral, passando a partir desse momento a custar 20 euros para os alunos e funcionários da Universidade do Minho e 26 para o restante público.

Questionado sobre se o novo modelo é para manter, Nuno Abreu diz esperar que sim “porque é um tema agregador”.

“A Universidade do Minho tem muitos alunos internacionais. Acho que faz muito sentido. Acho que a UM como um polo educacional tem esse objetivo e essa função de informar as pessoas do que existe no mundo inteiro e não apenas numa dada zona do país. Tenho quase a certeza de que vai correr bem”, afirmou o organizador.